Aula inaugural do Programa Mulheres Mil marca início das atividades do IFMG em João Monlevade

Aula inaugural do Programa Mulheres Mil marca início das atividades do IFMG em João Monlevade
Foto: Acom/PMJM

O Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) realizou, nesta segunda-feira (18), a aula inaugural do Programa Mulheres Mil, marcando oficialmente o início das atividades do campus João Monlevade. O evento acolheu a primeira turma de estudantes e celebrou uma conquista aguardada desde o anúncio dos novos institutos federais pelo Governo em 2024, no âmbito do Novo PAC.

Voltado à transformação social, ao fortalecimento da autonomia feminina e à qualificação profissional, o Programa Mulheres Mil oferece cursos que ampliam oportunidades e promovem geração de renda. A cerimônia contou com a presença do corpo docente, da equipe do IFMG e de autoridades locais, entre elas os vereadores Sassá Misericórdia (Cidadania), Bruno Cabeção (Avante), Maria do Sagrado (PT) e o assessor de Governo Cristiano Araújo, que destacaram o impacto positivo da chegada do instituto para o município e região.

O diretor de implantação do IFMG em João Monlevade, Leonardo Paiva, ressaltou o simbolismo do momento. “A portaria de funcionamento foi publicada em abril, e em maio já tem gente aqui dentro para estudar. Nada mais justo que a primeira turma do IF seja de mulheres”, afirmou.

Representando a Secretaria Municipal de Educação, Nair de Cássia lembrou a trajetória de articulação política para a implantação do campus e incentivou as alunas. “Vocês são as pioneiras. Aproveitem essa janela de oportunidades que se abre hoje”, disse.

O prefeito Dr. Laércio Ribeiro celebrou o início das atividades e agradeceu aos servidores envolvidos. “O Instituto vai ser uma revolução para a cidade. Com essa aula de hoje, fizemos história”, afirmou.

Educação, cultura e oportunidade

A aula inaugural teve como tema “A função da educação para o empoderamento das mulheres”, ministrada pela pedagoga Marinete da Silva, especialista em políticas públicas com foco em gênero e raça. Ela propôs uma reflexão baseada em três pilares — educação, cultura e oportunidade — e destacou que o acesso das mulheres à educação é uma conquista recente.

Marinete lembrou que, historicamente, a cultura restringia o papel feminino, mas a educação transforma realidades. “Já nos negaram o direito de estudar. Hoje descobrimos que podemos e temos potencial. Empoderamento é ter oportunidade de fazer escolhas”, afirmou.

O início das aulas foi celebrado pelas estudantes, como Solange Oliveira, que vê no programa uma chance de retomar os estudos. “Tive que parar para cuidar dos filhos e da casa. Nunca tive uma oportunidade como essa e nunca estive tão animada para estudar”, contou.